Paulo Afonso, 17 de junho de 2024

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Violência não!

Assisti um depoimento do Marcos Mion refletindo a respeito do abuso e da exploração sexual infanto juvenil e está sendo reproduzido na TV nos intervalos acho que da Record.
Importante que esse tema seja amplamente divulgado pois a violência brutal continua alcançando índices aterrorizantes. Aí vejo um ministro covarde falando de combate ao terrorismo e não tem um olhar sério no intuito de atacar ferozmente a impunidade.

Repetirei aqui uma fala do presidente chefe do ministro que em uma coletiva de imprensa disse: “esse estatuto da criança e do adolescente – ECA, deve ser jogado em uma latrina (local público destinado a dejeções; cloaca, esgoto)”. Esse é o tipo de entendimento de um presidente da república. Mostra sua total falta de sensibilidade para tratar de temas que carecem de maior atenção.
Particularmente me recuso acreditar que existam apoiadores de tão vil comportamento. O fortalecimento não só do ECA como também das redes de combate à violência é matéria fundamental na pauta de qualquer que seja o governante. Não importa se de esquerda, centro ou de extrema direita.

Na fala do Mion a mensagem é objetiva: “Um homem que abusa de uma criança, que pega as novinhas…” Existe lei e a lei carece ser aplicada. Mas parece que o atual governo não tem esse entendimento. Nossa mais essa fala é muito política. Sim e é ideológica também. Pois para que tenhamos a continuidade de políticas públicas sociais carecemos da sensibilidade que poucos são os governates que a dentem.
Enquanto isso algumas das alas conservadores do governo querem pautar maioridade penal, sem que antes o estado consiga demonstrar sua capacidade de combater a impunidade.

O tema da violência desde a infância encontra certa resistência por envolver grande parte dos conservadores que tentam como se fosse uma cultura à ser repassada para os seus como uma espécie de símbolo da “macheza”. Aí suscita-se um outro debate também polêmico e que atinge índices vergonhosos que é a violência contra a mulher.
Os machos não são homens são apenas covardes que não tiveram na lei uma correção adequada e gozam da impunidade da cultura machista e conservadora.

É entristecedor tratar de um tema de tamanha relevância em tempos modernos que não caberiam mais à barbárie. A violência sexual está arraigada em todas as classes sociais de uma sociedade carcomida. Sinto ter de abordar essa temática porém enquanto comunicador popular jamais fui de escolher falar apenas das “flores” temos de falar dos “espinhos” também.

“Eu vejo na TV o que eles falam sobre os jovens não é sério o jovem nunca é levado a sério”.

Geraldo Alves – Comunicador Social

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