Alerta: Caos em Manaus é exemplo do que pode acontecer aqui e no país inteiro

Alerta: Caos em Manaus é exemplo do que pode acontecer aqui e no país inteiro

Por José Ivandro*

No ritmo que a Covid se propaga em Paulo Afonso, como de resto em todo o país, Manaus representa o que pode nos acontecer de pior. E o alerta vem há tempo para que a gente se previna, e consiga reverter esse processo.

Em Manaus pessoas correm pelas ruas em busca de cilindros de oxigênio para tentar salvar a vida de parentes. Os hospitais estão lotados e os cemitérios também. O desastre que ocorre lá não é por acaso, ao contrário, é por descaso. O alerta já tinha sido dado no ano passado, mas o governo federal não agiu como um governo deve agir, não coordenou os trabalhos e se omitiu, mais atrapalhou do que ajudou, o que não isenta prefeito e governador da sua parte da culpa. Mas lá também o povo se revoltou contra a quarentena o que fez o governador recuar. O povo também tem culpa.

Na sexta feira 08/01/21 Paulo Afonso registrou 37 novos casos e de lá pra cá acumulou um total de 235 novos casos até ontem. Considere ai que a testagem em nosso país é insuficiente e lenta; considere também que muitas pessoas são assintomáticas e considere ainda que muitos infectados não conseguem diferenciar os sintomas leves da Covid-19 de outras doenças, e continuam a viver a vida normalmente. Some tudo isso e temos uma bomba relógio nas mãos e o gatilho pode ser acionado domingo 17/01 no ENEM.

Não adianta apenas reclamar das aglomerações nas eleições, pois voltamos a nos aglomerar em festinhas particulares e familiares de Natal e Ano Novo.
Não adianta reclamar porque o governo federal vai promover o ENEM em plena pandemia, na sua fase mais aguda. Não adianta só reclamar que os prefeitos e governadores relaxaram as medidas de isolamento por causa das eleições.

È preciso pressionar os governantes por medidas mais duras para evitar a proliferação do vírus. Só a um meio de barrar o vírus até a vacina chegar: O Isolamento Social.
È melhor amargar prejuízos temporários do que perder vidas humanas. Se isso não acontecer, e com o avanço do vírus as 200 mil mortes até aqui serão fichinha diante do caos que pode se tornar a saúde pública no país. Imaginem várias “Manaus” espalhadas pelo interior de vários estados do país?
Eu não quero ver isso.

*José Ivandro é colunista e colaborador do site Tribuna Mulungu

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