A Adoração da Morte

A Adoração da Morte

Por Emiliano José*

A morte como gozo.
É a pulsão de morte a
mover o presidente.
Ele não esconde.
Freud explica.
Claro, Bolson atende a interesses econômicos evidentes, provenientes do mundo do capital.
As declarações do presidente, no entanto, revelam o gozo com a morte de tantos brasileiros pelo Covid-19, cujo número já ultrapassa a China, com uma população de 1 bilhão e 400 milhões de pessoas.
Brincar, fazer escárnio com a vida, tripudiar sobre a dor, ironizar a tragédia humana, revela uma personalidade doentia, a se divertir com a morte, a gozar com ela,. insista-se.
O capital bate palmas.
Importa, essa a prioridade, ter trabalhadores à disposição, sem os quais os lucros cessam.
Que muitos morram, da normalidade.
Sempre morreram.
Haverá substitutos.
Por vias travessas,. nunca se deu tanta razão ao velho Marx.
Recupera-se até a noção de exército industrial de reserva.
É guerra.
Mortes?
Convoque-se os da reserva.
A mentalidade religiosa atrasada, medieval, fundamentalista, acompanha o presidente, servidão voluntária.
Talvez isso explique por que Bolsonaro, em meio a tantos absurdos, a tanto desrespeito diante da vida, seguiu crescendo entre os mais pobres na crise recente, com queda de Moro e tudo..
Quem sabe, esperem recompensa na vida eterna.
Morou?
Nós queremos saber é da vida.
Cuidar dela.
Essa, a obrigação dos governantes, esquecida pelo atual presidente.
Torcer para o sucesso da política daqueles governadores voltados à defesa da vida.
Ficar em casa.
Melhor maneira de enfrentar a necropolítica.
Única forma de derrotar a pulsão de morte do presidente.
Enquanto ele não é derrubado.
Se for.

*Emiliano José é Jornalista, Professor e Escritor.

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