REENCONTRAR A SI

REENCONTRAR A SI

Por José Maria de Souza* – Publicado em 21/09/20

Em todo e qualquer processo traz a lógica do inicio, meio e fim, sendo ele inerente á toda e qualquer existência necessárias no evoluir.

A existência se encarrega de fardos leves e pesados, fiquemos com as leves, que suavizam as nossas vidas. A vida é única para nos atermos ao que nos impede de evolucionar.

A vida parece-nos fugir, ao ver o pôr do sol, vem a temeridade, quando nasce rompe o silêncio, me abre as pálpebras, me faz ser eu, no uso das palavras.

E ao resolver dar-se, o faça com moderação. no contrário nos traz malefícios tanto quanto nada fazer, se o amor não se faz presente torna-se inválido e de alta toxicidade. Só o coração que arde faz acender o fogo do amor.

O ser humano não é só estranho é surpreendente! Não se apercebe dos sentimentos, não valoriza suas emoções, portanto, não se compreende e nem valoriza os seus afetos, ficando nos desafetos, prende-se a razão e os sentimentos viram lixo!

O Homo Sapiens traz consigo esta destinação em fazer o bem, porém, como ser livre, fazem escolhas nem sempre corretas, contrariando a Verdade!!

Ao ser desenraizado, perdemos em sustentação, interrompe-se a vida nos levando a dispersão, a descrença nos torna mortos vivos.

Uma vida de introspecção e de solidão interior, nos capacita, encontrando muitas respostas para as nossas indagações, o pensar nos faz melhores e seguramente nos remete a grandes decisões!

Com asas e sem asas, abre-se um mundo de possibilidades. Se em outros momentos nos tiraram o sorriso, a nossa força interior nos faz voltar a sorrir, uma expressão nítida de auto estima em reagir.

Sedes poesia, fazei do teu caminhar um semear de sementes e inflorescências, gerando vida. Esconder só o que pode escandalizar, ser transparente, pode desagradar, porém, a verdade tem a primazia, que a justiça seja a guardiã das nossas vidas, o nosso principal atributo.

A morte não é o fim e o amor transpõe barreiras, abre-se um novo portal, de efetiva afinidade e afetividade para com a eternidade. O ideal trata-se de um sonho que nos impele ir á frente em buscar concretizar algo e este é real.

Em um desses momentos de solidão pandêmica, estando eu, na varanda, de repente tive a nítida impressão, de está sendo observado, uma sensação estranha noturna e misteriosa e ao levantar a cabeça me deparei com um enorme rosto iluminado, que se esgueirava por entre os galhos de um ficus, convidava-me nesta primavera fértil a pacificar as minhas, emoções e sentimentos, oh! Lua como és bela, curvo-me ao teu olhar matriarcal e como quem foge do sedutor, seduzido sobes vertiginosamente se pondo a vigiar-me lá do alto, acima das nossas cabeças pensantes.

*Prof. José Maria de Souza, Poeta, Cronista, Esp. em História do Nordeste.*

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